sexta-feira, 9 de abril de 2010

Sinal de quê - Parte II

Segundo as manchetes lidas pelo locutor de rádio Vitor Hugo, da Ipanema 94.9, saiu no Diário Gaúcho, no dia de ontem, uma notícia bem interessante. Tratava-se de um processo entre um motorista e um pedestre, cuja reivindicação (se é que se pode falar assim), era de que o sujeito teria atropelado seu carro ao tentar correr para atravessar a rua antes que o automóvel passasse.

Essa notícia vai de encontro àquela minha tese de que o maior problema é o pedestre. Salvo exceções, porém estas são poucas. Mas a partir do momento que as pessoas passarem a ter mais postura, serem mais educadas, realistas e acessíveis as coisas vão mudar, no entanto é algo que não acredito. Não acredito na mudança da água para o vinho nos dias de hoje, não acredito em milagres, a não ser que realmente envolvam a divindade.

Até quando a sociedade vai ser assim fria e impensante, deslocada e mórbida eu não sei. Só sei que ainda não estamos no caminho certo, mas que possamos encontrá-lo em breve.De qualquer forma, deixo aqui mais uma vez meu pensamento sobre este assunto.

domingo, 4 de abril de 2010

Frases de efeito

- Recebi este e-mail do meu pai que, provavelmente, riu ou chorou muito ao ler.
> Por Luiz Inácio Lula da Silva:

“Eu gostaria de ter estudado latim, assim eu poderia me comunicar melhor com o povo da América Latina.”

“A grande maioria de nossas importações vem de fora do país.”

“Se não tivermos sucesso, corremos o risco de fracassarmos.”

“O Holocausto foi um período obsceno na História da nossa nação. Quero dizer, na História deste século. Mas todos vivemos neste século. Eu não vivi nesse século.”

“Uma palavra resume provavelmente a responsabilidade de qualquer governante. E essa palavra é 'estar preparado.”

“O futuro será melhor amanhã.”

“Eu mantenho todas as declarações erradas que fiz...”

“Pelotas é uma cidade que exporta viados.”

“Um número baixo de votantes é uma indicação de que menas pessoas estão a votar.”

“Nós estamos preparados para qualquer imprevisto que possa ocorrer ou não.”

“Minha mãe nasceu analfabeta.”

“Não é a poluição que está prejudicando o meio-ambiente. São as impurezas no ar e na água que fazem isso.”

“É tempo para a raça humana entrar no sistema solar.”

terça-feira, 30 de março de 2010

Sinal de quê?

Ao contrário de muitas opiniões, eu sou plenamente contra o novo sinal no trânsito de Porto Alegre. A campanha para adesão da nova prática já completou um ano e o que mudou na região? Diferença alguma fez a iniciativa, porém ouvi dizer que este ano vão tentar reforçá-la. Pois bem, talvez seja meio tarde pra ir contra, mas como nos últimos meses passei a usar das ruas da capital com mais frequência, só agora me deu vontade de falar a respeito.


Não acho que seja uma boa ideia o novo sinal dos pedestres. Sem falar que isso até já virou motivo de piada para os motoristas. Tenho vários motivos, vou explicar: Não adianta de nada tentar conscientizar todo o povo de Porto Alegre, porque se um fulaninho vem do interior meio desinformado, pra ele já não vai funcionar. Tudo bem que isso poderia gerar uma reeducação no trânsito, mas prestem bem atenção onde vivemos... As pessoas praticamente passam umas por cima das outras na muvuca do centro e agora querem me falar em educação no trânsito? Elas sequer deixam de vender bebida alcoólica para menores. Acho que é um tanto utópico ou mesmo ingenuidade pensar que atingiremos a civilização, propriamente dita, do dia para a noite.


Outro dos meus argumentos é o seguinte: Quem dirige com freqüência, ou pelo menos algumas vezes na vida, sabe e deve até concordar comigo que é muito mais fácil uma pessoa parar e respeitar o carro, que por sinal é muito maior e mais perigoso, do que o motorista reduzir por completo a velocidade, por menor que ela seja a ponto de parar para uma beleza passar. Como assim? Será que só eu sou errada? Eu me recuso a utilizar deste sinal e mesmo assim todos os dias atravesso em um local com faixa de segurança, porém com grande movimento de carros, sem nenhum problema. É possível ter paciência, é possível cuidar da própria segurança quando não se está atrasado, quando não se é egoísta e não se pensa que vive sozinho no mundo. Existem pessoas gentis que mesmo sem tu enfiar a mão na frente de seu carro, fazendo-o parar bruscamente, lhe dê a passagem por vontade própria e com tranquilidade.


Tem gente que mesmo com a ideia já mudou seus hábitos. Tem gente que, mesmo que o novo sinal não tenha pegado, adquiriu o costume de dar a passagem, de não correr em lugares com grande movimento de pessoas. O grande problema disso tudo é o pedestre, pois é por causa dele que inventaram o sinal, é também por causa de seus maus hábitos nas vias que foi necessário fazer o sinal. É por evitar que este corra para atravessar uma rua com grande fluxo de carros e sem faixa de segurança - coisa que vejo todos os dias em frente ao centro administrativo. É pensando no bem estar, na integridade física deste pedestre que, sequer espera o semáforo fechar para atravessar. É justamente por ele que agora quer o seu “direito” de atravessar com tranquilidade e, após estar no meio da rua levantar a mão. Tem muito que se mudar aqui e no Brasil para chegarmos a este patamar.


É difícil que os portoalegrenses se acostumem com esta reeducação que querem fazê-los engolir, mas se enfim esta moda pegar, vou admitir que meu pensamento estava errado, vou me desculpar por não acreditar em tamanha educação das pessoas, vou então voltar a ter esperança neste mundo que já está perdido, e porque não... Vou voltar a acreditar em coelhinho da páscoa.

terça-feira, 16 de março de 2010

A moda virtual

É tanta coisa nova para se comunicar que a voz poderia muito bem pendurar as chuteiras. Digo isso por ter percebido quantas outras maneiras ainda nos restam para fazer a mesma coisa, se comunicar.
Outro dia uma colega ficou impressionada comigo por eu não ter um twitter. Ela disse: “Não acredito que uma jornalista não tem um twitter.” Muito prazer, sou uma meia jornalista que não tem twitter. (meia porque ainda sou estudante).

Mas de fato aquilo me deixou muito pensativa. Na mesma hora ela me convenceu, achei o ÔH eu não ter um, mas depois pensei melhor. Acho a ferramenta super importante, mas para o trabalho. Acho ser totalmente desnecessário ter um se não sou uma celebridade que quer chamar atenção, uma empresa que utiliza para fins de serviço, ou mesmo alguém que não quer dizer algo para todo mundo o tempo todo. Volto a dizer, é importantíssimo, mas prefiro escrever o que penso aqui mesmo. Não tenho necessidade de ser seguida, de contar quantas pessoas seguem meus passos, até porque nem colocaria todos eles, o que deixaria desatualizada a minha página.

O tal do facebok é outra tendência que não fez a minha cabeça ainda. Já fui convidada por muita gente, confesso até que no início nem sabia do que se tratava, no entanto agora já sei. Inclusive fiz um, mas deletei no outro dia, não tivemos afinidade. Talvez tivesse de esperar um pouco mais, dar tempo para ele entrar na minha mente, mas se quer dei está oportunidade. Porém, já tenho meu orkut e estou bem contente só com ele. Falando nisso, este é outro ponto onde eu queria chegar. Também não me acostumei com o novo layout do novo orkut. Quando ele atualizou, logo que descobri como, voltei à versão antiga.

Parece até que tenho 60 anos ao invés de 21. Fora de moda, eu? Pode ser que sim. Cresci como pessoa nos anos 2000, e logo eu, em pleno século XXI, não dou o braço a torcer para aderir às novas tecnologias. Vou me explicar... Estou tentando, quero estar bem atualizada, na “moda”, só que tem coisas que não acho ser tão importante para mim. Mesmo uma jornalista. Claro que a evolução da tecnologia ajudou e muito no trabalho e na apuração jornalística, mas por enquanto ainda mantenho aquilo que acho ser o suficiente para minha comunicação, para meu bem estar e que de fato eu corresponda.

terça-feira, 9 de março de 2010

Bons tempos

Saiu na Zero Hora esses dias a respeito do novo filme Toy Story 3. Na notícia dizia que no lançamento do longa um boneco daquele que é o principal do filme que por sinal eu não sei qual é porque nunca vi Toy Story, foi feito totalmente de peças de lego. A história remeteu meus pensamentos a relembrarem da minha adorável infância...

Achava que eu era uma das poucas crianças que A-M-A-V-A brincar de lego, no entanto com essa agora fiquei sabendo que muito mais crianças do que eu pensava tinham o mesmo hobby. Lembro-me que minha vizinha me acompanhava na brincadeira, mas era tudo meu, as peças, o baldinho, até mesmo os bonequinhos. Agente gostava de montar fazendinhas e usar os bonecos que vinham no kinder ovo para serem os personagens.

Era mesmo um divertimento, porque construíamos o cenário e ainda fazíamos a história. Que delícia! Acho que hoje em dia as crianças não se interessariam por estes brinquedos, mas como eu gostava. Eu tirava as coisas da minha mãe da estante, que era bem baixa, e fazia ainda um edifício para os moradores. Eram tantas as imaginações que criatividade não faltava. Mesmo quando não tinha companhia eu gostava de brincar sozinha.

Me lembro que quando estava prestes a entrar na adolescência não gostava mais de brincar de boneca, de Barbie ou de comidinha, minhas amigas iam lá em casa me convidar pra brincar e eu inventava algum tema pra fazer, uma obrigação que minha mãe pediu, qualquer coisa e quando elas saiam eu me trancava no quarto e brincava de lego sozinha. Foi o último brinquedo que eu larguei e o único que me entretia comigo mesma. Eh... Bons tempos aqueles!

* Antes de ser lançado o Toy Story 3, sairá o 1 e o 2 em 3D nos cinemas.
- Vai ser uma boa oportunidade pra eu conhecer o tal boneco. Hehe!

Entre a morte e a vida

Na mesma semana em que aconteceu aquela tragédia no parque da Redenção, onde uma pessoa acabou morrendo - Pra quem não sabe, no domingo retrasado (notícia velha já) houve uma briga entre duas gangues em plena tarde ensolarada no parque -, na segunda-feira uma mulher deu a luz em plena praça em frente ao Gasômetro.

Segundo o relato de algumas pessoas que presenciaram aquela estupidez violenta, àquela tarde de domingo foi de vivência de momentos de verdadeiro terror. Imagine só, não é pra menos, pois em um lugar movimentado que é destinado ao lazer, onde as pessoas saem com suas famílias e amigos para descontrair, tomar um chima, brincar com as crianças, passear com o cachorro e etc, grupos de insanos transformaram um dia de tranquilidade em medo de desespero.

O mais inexplicável de tudo, é como em meio a tanta gente não havia UM grupo, pelo menos, de policiais militares? Não estava lá para saber, mas acredito que se houvesse poderia ter sido evitado um pouco da barbárie. Não que a vida que nasceu no dia seguinte tenha o poder de equivaler à perdida na Redenção, porém é inusitado o fato dos dois acontecimentos terem ocorrido em tal proximidade e em plena luz do dia!

Ah a vida, quem não celebra sua chegada? Aquele casal na praça sem dúvida está celebrando até agora. Que gosto, que felicidade, que vitória a chegada deste ser que teve pressa de chegar ao mundo, sim porque os pais estavam a caminho do hospital quando a mãe entrou em trabalho de parto. Incrível e Divino! Assim como nossas antepassadas que precisavam apenas de uma parideira para libertar de suas entranhas uma criança. Sem luxos de hospitais, sem médicos com mestrados e doutorados, ela não precisou de tanto para ser mãe.

Dois extremos e opostos, mas que de alguma maneira ativam sentimentos fortíssimos em qualquer um. As perdas são sempre dolorosas, ao contrário dos ganhos, mas é indiscutível a existência de ambas em nossas vidas. Meros mortais que somos não temos o poder de escolher algumas coisas, mas quando se pode optar, o bom senso e o amor deveriam prevalecer.

segunda-feira, 8 de março de 2010

>>>

O que é ser mulher?
Um dia, me perguntaram como é ser mulher nos dias de hoje e eu respondi que ser mulher é aprender. Percebi que a minha resposta não tinha sido tão clara e satisfatória. Tentei me explicar e disse, orgulhosamente, que ao longo de muitos anos a mulher aprendeu a não mais andar de joelho curvado e de cabeça baixa. Aprendeu a levantar sozinha e a enxugar as próprias lágrimas. Ela percebeu que podia ser muito mais do que as pessoas lhe diziam. Aprendeu a tirar a roupa e a se mostrar sem medo e percebeu que também sentia desejos e que gostava de senti-los. E, andando com as próprias pernas, ela entendeu que havia espaço suficiente para ela em qualquer lugar e decidiu ocupá-los. Ela não se intimidou com o longo caminho que iria percorrer para fazer com que os outros entendessem que ela tinha direito aos direitos que lhe cabiam. E ela, na sua magnífica força e coragem, aprendeu a ser livre, a gritar quando tem vontade, a chorar quando precisar chorar e a sorrir mesmo quando a situação não permitir sorrir. Mas, acima de tudo, aprendeu a ser forte. De calça comprida, salto alto, com rosto pintado e cabelos escovados. Ela aprendeu a ser muito mais do que uma mulher vaidosa.Aprendeu a ser idealista, determinada e precisa. Aprendeu a falar alto quando necessário. Mas não foi só isso. Ela aprendeu muito mais... Aprendeu com a vida, com a situação, com a dor (a não ser apenas uma reprodutora e esposa). Aprendeu que ela é uma parte importante na história, alguém que poderia ultrapassar, com ousadia e coragem, os limites da hierarquia. Ela ensinou aos outros a terem respeito pela sua luta e alguns assim entenderam, outros não. Ela aprendeu a tomar conta de si mesma, a tomar decisões e a não ter medo de dizer: "Eu posso". Aprendeu que não se deve ter vergonha do sexo, nem de dizer que gosta de sexo. Aprendeu a tomar iniciativa e a dizer "não" quando necessário. E percebeu que pode se prevenir e decidir a hora certa de ser mãe sem ser pressionada. E, perante os olhos intimadores dos homens e de tamanha curiosidade, ela levantou a cabeça e mostrou que não era uma boneca de porcelana, mas que podia ser quebrada várias vezes e que sempre conseguia se juntar sem perder nenhum dos pedaços. Isso é ser mulher!
(Ana Clara Bezerra)
-À todas vocês amigas, no Dia da mulher.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Tapa de luva

- Mais um incrível e-mail que recebo e compartilho com os amigos:

>>> Aconteceu na companhia aérea TAM, dizem que é verídico!

Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar

na classe econômica e viu que estava ao lado de um passageiro negro.

Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.

“Qual o problema, senhora?”, pergunta uma comissária...

“Não está vendo?” - respondeu a senhora - “vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra cadeira”.

“Por favor, acalme-se” - disse a aeromoça - “infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível”.

A comissária se afasta e volta alguns minutos depois.

“Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe

econômica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar mesmo na classe econômica. Temos apenas um lugar na primeira classe”. E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:

“Veja, é incomum que a nossa companhia permita à um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável”.

E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:

“Portanto senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe...”

E todos os passageiros próximos, que, estupefatos assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

“Não são só memórias...”

Já falei sobre isso certa vez, mas vou ser repetitiva. Às vezes alguns detalhes nos fazem voltar no tempo, não é mesmo? Um cheiro, uma voz, um objeto, um programa, uma expressão, uma música. Ah as músicas, estas são campeãs de ressuscitar lembranças, na minha opinião. É batata, como se diz! Geralmente a melodia traz lembranças boas, mas mesmo as ruins são lembradas ao atingir dentro da gente um ponto certo. Emocionante, chateador, ou seja lá o que for, é algo inesquecível que vem a tona num piscar de olhos.

Essa semana estava indo para o serviço ouvindo música no meu celular. Tudo certo até que... Ahahahahahahahah, não acreditei. Bah, uma música que eu gostava muito quando tinha 15 anos. Era Equalize da Pitty. Tipo, não é uma clássica, uma daquelas que quando toca todo mundo sabe cantar, mas deixou marcada na minha vida uma fase que bah, fico até sem palavras. Naquele momento fechei os olhos e viajei de um jeito que só voltei do transe quando ela acabou.
“...de repente vira um filme todo em câmera lenta...”
(Parte da música).

Foi uma ótima sensação. Acho que é bacana saber que daqui a algum tempo eu vou sentir isso com as músicas atuais também. Sem falar naquelas, que agente nem lembra mais, e que do nada surge na mente. Sem dúvida é um exercício muito bom para iniciar bem o dia. Outra coisa boa da tal da tecnologia é poder salvar no aparelho celular, mp3 ou sei lá qual for, essas músicas que nos fazem tão bem e, normalmente, não tocam mais no rádio. Se bem que a graça é a surpresa, e vale à pena.

Falando sobre isso agora, de poder usufruir da tecnologia, no dia dos namorados do ano passado, presenteei meu queridão com o cd gravado em memórias de Raul Seixas, o cd 20 Anos sem Raul, que continha uma música inédita que fora censurada em sua época. É a primeira música do cd. Nós achamos muito boa, não teria como ser diferente, e apesar de ter sido lançada recentemente, ela traz um certo ar de antiguidade, digo, de não ser mesmo de nenhum cantor atual. Ela até passou a fazer sucesso na novela das oito. Confira, são memórias de Raul.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O dia "D" é hoje

Normalmente tenho crises existenciais no meu aniversário, mas neste ano foi diferente. Não sei se é a maturidade, a idade avançada ou mesmo conformismo, pois daqui pra frente só vai. Minha avó ao me felicitar disse: “Nossa, como passa rápido depois dos 15, né!?” Eu disse é, mas aquilo quase que me bateu uma depre.

Não sei se é os 21 anos que me deixaram mais tranqüila, ou se é a segurança que a gente passa a ter com o passar dos anos, só sei que neste 2010 meu dia foi repleto de coisas boas, sem preocupações de estar ficando velha, de ter perdido tempo na vida ou de não ter feito ainda o que eu queria. Esta data só me mostrou que estou progredindo dia após dia, e que o que realmente importa é o que interessa.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Igualzinho

Um dos motivos que me fizeram escolher fazer Jornalismo foi a falta de rotina no dia-a-dia de trabalho do profissional. Nunca há mesmices. Cada dia, cada fato, cada texto, tudo mudo constantemente, não se tem um cronograma específico, se tenta seguir um, mas no momento que um fato muda tudo muda. Não gosto de rotina. Tenho horror a ficar repetindo e repetindo tudo do mesmo jeito sempre. Claro que as vezes é inevitável, mas não deixa de ser chato.

Por outro lado a rotina tem lá seus pontos positivos, como por exemplo: é improvável se perder. Hehe! Há quem goste de seguir sempre a mesma ordem das coisas, de manter tudo em seu lugar sem tentar ver como ficaria de outra maneira. Definitivamente eu não sou esse tipo de gente. Gosto de mudanças de novidade, de trocar as coisas de lugar, de comer miojo só pra não comer feijão e arroz de novo - que os céus me perdoem por isso -, mas é bom diferenciar.

Há alguns dias tem me chamado atenção a ordem e horário exato das coisas lá fora. Pego sempre o mesmo ônibus pra ir trabalhar, com o mesmo motorista e sento sempre do mesmo lado, contradição? Pode até ser, mas involuntária. No entanto, o que vem me intrigando é que sempre a mesma mulher senta do meu lado e vai colocando os brincos no caminho. Na volta sempre tem um toc de celular com a risada do pica-pau, sempre o ônibus para na sinaleira antes de dobrar e um cadeirante atravessa a faixa de segurança. Sempre um carro preto - acho que é um Focus, dobra a esquina enquanto passamos e sempre o mesmo motoboy corta a frente do ônibus antes dele entrar no corredor.

Engraçado isso tudo ocorrer sempre no mesmo horário. Mas é o cotidiano das pessoas. Mas será que o cadeirante nunca se atrasa? Será que o motoboy nunca troca o caminho? Será que eu é que sou mesmo chata? Hihi! É bem provável! Mas algo que ainda não tinha pensado é em quantas pessoas talvez também reparam em mim fazendo sempre o mesmo trajeto? É... tem sempre alguém nos observando. Tomara que não seja sempre da mesma janela, porque daí é de se desconfiar.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sala 306

Sempre achei que terapia era coisa pra gente que fica meio perdida no vácuo. Gente que fala sozinha e não sabe o porquê da sua própria existência, mas involuntariamente me rendi a essa experiência. Faz tempo que tomei essa decisão. Optei por conversar com um estranho porque não sabia mais diferenciar os conselhos bons e ruins das minhas amigas. Meus pais sempre foram atenciosos, mas eu tinha 17 anos e não queria que eles se preocupassem comigo.

Não costumo falar de mim aqui. Não acho que esta seja a proposta, mas recentemente vi o filme e li o livro Divã da Martha Medeiros que me relembrou algumas coisas importantes na vida. Aos 17 anos sofri muitas mudanças, no corpo, na mente e em tudo. Passei a ter de ser mais responsável, iniciei meu primeiro emprego, entrei na faculdade e tive a mais terrível decepção amorosa.

Passei a ter emoções diferentes das que já havia tido antes e tudo isso acontecia normalmente no mesmo lugar: na sala 306 da Clínica em que trabalhava. Lá, recebi a notícia de que passei no vestibular, avisei meus pais que tinha passado na prova da auto-escola, descobri que não era a única na vida do cara que eu gostava, briguei com amigas, muitas vezes chorei, contei segredos, rimos, fizemos terapia em grupo, fui informada de perdas de amigos e por último, fui tomada pela decisão de abandonar o barco. Lá, na sala 306 vivi grandes momentos, bons e ruins que me levaram a fazer uma busca de mim mesma.

Passei a fazer terapia para saber outra opinião sobre mim, pois a minha eu já não sabia mais e a das minhas amigas eram muito previsíveis - apesar de serem muito carinhosas. É estranho falar sobre isso, mas foi tão valiosa a experiência que me auxiliou a ser mais sensível e a desabafar. Não me permitia errar e quando errava me achava a última das criaturas. Não me permitia chorar e quando chorava me fazia-me engolir o choro. Não me permitia sofrer por besteiras, mas mesmo assim sofria. A ideia de descobrir como me achar e ter paciência comigo mesma passou a ser um exercício, um teste, um desafio que aos poucos fui descobrindo que era mais fácil do que eu pensava.

Nunca me faltou nada, graças a minha família e amigos sempre tive tudo que precisei , a necessidade de ficar sozinha, de renovar os ares e ouvir coisas diferentes foi relevante para formar o que sou hoje. Isso tudo não faz tanto tempo, mas só assim, aprendendo a analisar cada situação, foi que aprendi a ter paciência, juízo e confiança. É legal relembrar de tudo isso, pois são ciosas que ficam apenas na memória. Se aquelas paredes falassem teriam muito a dizer sobre as diferentes emoções que lá vivi.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Oh vida!

Quem foi que disse que dinheiro não compra felicidade? Quando eu era criança acreditava nesse ditado. Via nas historinhas infantis que se bastava ter amor. Hoje já vejo as coisas de outro ângulo. O primordial é a saúde. Se há saúde há todo o resto. Agora não vem me dizer que a felicidade não está aí pelo meio!

Pequenas coisas alegram nosso dia e agente não percebe, simplesmente porque não estava esperando ficar tão contente àquela hora da manhã. Hoje em dia o dinheiro compra até criança. E a felicidade? Eu diria que algumas onças no bolso ajudam bastante. O fato é que o money se tornou algo que todo mundo busca incessantemente. Antigamente era a felicidade que era buscada com tanta vontade, hoje, é o faz-me rir que abre o sorriso do operário no final de semana.

Uma roupa nova, uma bolsa da marca tal, um jantar em um ótimo restaurante, um carro chiquérrimo, uma viagem, tudo isso enche os olhos, a barriga e tudo mais. É sem dúvida maravilhoso, mas vai dinheiro, e se vai. Nada mais é feito sem grana, a mínima que seja. Tudo é pago e até uma caminhada na praça gasta uns três ou quatro reais, sim, pois está muito calor e cai bem um sorvetinho, não é mesmo?

O que me deixa de cara é pensar que há uns 10 anos atrás eu nem pensava se tinha dinheiro ou não, mais ia pra praia, comia em restaurantes, ia ao parque e ainda ganhava presente de natal, aniversário, páscoa e se deixasse até no carnaval. É, escrevendo isso agora acho que descobri onde está o problema que pede tantos cifrões: agente cresce, e aí quer andar com as próprias pernas.

Mãenhêêê... Quero voltar a ser criança.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Fôlego

Um novo começo;
Uma nova oportunidade;
Uma nova jornada,
Ou simplesmente, a continuação de tudo que fizemos em nossa vida no ano de 2009 ou em anos anteriores.


É clichê, mas, o importante é...
Que tudo se realize no ano que vai nascer!
E que tenhamos saúde pra dar e vender.

Feliz 2010!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Tempo de refletir

Ano novo vida nova? É isso mesmo que queremos?
A esperança para o próximo ano não precisa ser de uma vida nova, mas sim, de uma vida melhor, de sermos melhores, de podermos viver o novo ano.
De que adianta desejarmos uma vida nova se não valorizamos a atual? E na verdade a vida não muda, vivemos a mesma vida de sempre, mas nós mesmos fazemos as mudanças ou simplesmente vivemos estas.
Desejo assim um 2010 melhor que 2009 e pior que 2011, porque isso apenas é um desejo, mas não sabemos o que nos espera neste próximo ano. Claro que, se Deus quiser, o melhor possível. Mas a vida nos prega tantas peças que realmente só fazemos é desejar e desejar, mas quem sabe de verdade é só o Cara lá de cima. Então que em 2010 sejamos pessoas melhores e que possamos estar aqui neste mundo cão, mas é onde vivemos, e Graças a Deus o fazemos.
Que este próximo ano não desejemos tanto, mas sim o vivemos tanto, pois o que importa é vivermos e não apenas existirmos.
Que não deixemos de agradecer a cada dia de vida que Deus nos proporciona e que ele esteja sempre com cada um de nós.
Que a vida seja nosso único desejo, para que assim possamos vivê-la com ainda mais gosto.
E acima de tudo, que sejamos sempre bons uns com os outros e que possamos colher sempre a felicidade em tudo que plantamos.
Um feliz 2010 a todos, e que no próximo ano não tenhamos uma nova vida, e sim façamos desta, uma vida melhor!
Um grande abraço!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Só acontece comigo...

Sabe aquelas coisas que acontecem com agente que pensamos: ”Cara, se eu contar ninguém vai acreditar?” Pois é, aí vão algumas das minhas façanhas pra dar um pouco de risada, ou talvez se identificarem com elas! Quem sabe?

Ser picada três vezes pelo mesmo inseto;
Engolir uma semente de maça;
Trancar os dedos em um celular de flip;
Visitar a Feira do Livro um dia depois que acabou;
Engolir metade de um palito de dentes;
Perder o ônibus estando sentada na parada;
Escutar o jogo pelo fone de ouvidos escondido e gritar bem alto: Goooool;
Colocar moedas em um bolso furado de uma calça skin e ficar igual cachorro sacudindo a perna pra tirar;
Andar com um tênis número 40 na rua (só fui no mercadinho);
Corre para pegar o ônibus e chegar na frente da porta na hora que ele fecha;
Ir no endereço errado tendo certeza de que é lá;
Dormir falando ao telefone (na verdade era quase um monólogo, então enquanto ouvia dormi);
Deixar a massinha miojo grudar na panela;
Acordar as 4 da manhã e colocar o uniforme achando que estava atrasada;
Discar o telefone que tinha que ligar no teclado do computador;
Falar alô pra pessoa na minha frente;
Espirrar no telefone assim que a pessoa do outro lado atendeu;
Ir pra faculdade em dia que não tem aula (aquele dia exclusivamente não tinha);
Bater o capacete no outro andando de moto;
Cortar a cabeça com uma lata de spray;
Arrancar dois sisos de uma vez só (que dor);
Dormir no meio de um show;
Ligar de casa para o meu celular (é que tinha gravado o número na cabeça);
Se sujar toda com uma caneta estourada (essa tinha gente junto comigo).

Entre outras coisas... É brabo!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Desafios

Certamente cada um tem uma história diferente pra contar ao terminar seu dia. Uma coisa boa ou ruim que tenha acontecido ou pelo menos visto acontecer. Isso não é nada! Faz parte da vida! O que muda são os desejos, os obstáculos e os sonhos, estes sim se diferem uns dos outros com maior impacto, pois são eles que determinam o “futuro”. Fatos banais do cotidiano não viram notícia de jornal, não são relevantes. Quando muito são dignos de serem repercutidos. Ah, mas o leão que fulano matou hoje pra conseguir o que queria é notícia. Isso sim é fato novo. Ou ao menos deveria ser.

O que eu vejo por aí é muita gente preocupada em fofoca, em modas e assuntos batidos. Enquanto que, sem dúvida, tem muita história boa perdida no vácuo. Comecei a filosofar tudo isso na minha cabeça que, diga-se de passagem: viaaaaaja, quando percebi os murmúrios de pessoas pelas ruas. Umas contando as outras suas dificuldades, seus medos, seus ganhos, seus problemas, suas preocupações, enfim, aquilo tudo que todo mundo vive, porém de diversas maneiras.

Quem não tem um problema pra resolver? Um atraso para cobrir? Uma noite mal dormida ou algum telefonema a fazer?
O que difere as pessoas não são os fatos e sim, a maneira de solucioná-los. Vejo tanta gente esbanjando força pra diferentes coisas, e é justamente isso que deveria ser exaltado, a garra, a vontade, a técnica, a calma, a paciência, a sabedoria, etc. e não apenas a parte ruim da história. Quem sabe se prestássemos mais atenção pro mundo e pro nosso mundinho conseguiríamos achar mais rápido nossas virtudes, pois temos sim, mas acabamos por descobrir muito tempo depois.

E se fosse a sua casa?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Fenômeno

- A diferença que faz estar no lugar certo e na hora certa. O arco-íris completo foi flagrado pelo meu pai encima do morro do Farol, em Torres. Pena o registro ter sido feito de celular, mas pelo menos foi feito.

Muito lindo!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Penso, logo existirá

Um pensamento tão distante.
Um desejo futuro.
Um sonho a ser realizado.
Um fato a se acostumar.
Uma dádiva de Deus.
Um aprendizado.
Um anjo.
Uma figura de linguagem até então.
Uma consequência.
Um deslize.
Uma certeza.
Um amor incondicional.
Um retrato da família.
Um xodó.
Uma vontade.
Uma realização.
Uma benção.
Um detalhe.
Uma alegria.
Uma razão.
Um por quê.
Uma maneira de se eternizar.
Uma proteção.
Uma dedicação.
Uma intuição.
Um recomeço.
Uma nova construção.
Uma surpresa.
Uma modificação.
Uma vida.
Um ser que esta se criando no ventre da minha irmã.
Uma criança do meu sangue.
Uma prova de todos os tipos de amor.
Uma esperança.
Uma vida que se construirá nos próximos sete meses.
Uma ansiedade...