sábado, 6 de fevereiro de 2010

“Não são só memórias...”

Já falei sobre isso certa vez, mas vou ser repetitiva. Às vezes alguns detalhes nos fazem voltar no tempo, não é mesmo? Um cheiro, uma voz, um objeto, um programa, uma expressão, uma música. Ah as músicas, estas são campeãs de ressuscitar lembranças, na minha opinião. É batata, como se diz! Geralmente a melodia traz lembranças boas, mas mesmo as ruins são lembradas ao atingir dentro da gente um ponto certo. Emocionante, chateador, ou seja lá o que for, é algo inesquecível que vem a tona num piscar de olhos.

Essa semana estava indo para o serviço ouvindo música no meu celular. Tudo certo até que... Ahahahahahahahah, não acreditei. Bah, uma música que eu gostava muito quando tinha 15 anos. Era Equalize da Pitty. Tipo, não é uma clássica, uma daquelas que quando toca todo mundo sabe cantar, mas deixou marcada na minha vida uma fase que bah, fico até sem palavras. Naquele momento fechei os olhos e viajei de um jeito que só voltei do transe quando ela acabou.
“...de repente vira um filme todo em câmera lenta...”
(Parte da música).

Foi uma ótima sensação. Acho que é bacana saber que daqui a algum tempo eu vou sentir isso com as músicas atuais também. Sem falar naquelas, que agente nem lembra mais, e que do nada surge na mente. Sem dúvida é um exercício muito bom para iniciar bem o dia. Outra coisa boa da tal da tecnologia é poder salvar no aparelho celular, mp3 ou sei lá qual for, essas músicas que nos fazem tão bem e, normalmente, não tocam mais no rádio. Se bem que a graça é a surpresa, e vale à pena.

Falando sobre isso agora, de poder usufruir da tecnologia, no dia dos namorados do ano passado, presenteei meu queridão com o cd gravado em memórias de Raul Seixas, o cd 20 Anos sem Raul, que continha uma música inédita que fora censurada em sua época. É a primeira música do cd. Nós achamos muito boa, não teria como ser diferente, e apesar de ter sido lançada recentemente, ela traz um certo ar de antiguidade, digo, de não ser mesmo de nenhum cantor atual. Ela até passou a fazer sucesso na novela das oito. Confira, são memórias de Raul.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O dia "D" é hoje

Normalmente tenho crises existenciais no meu aniversário, mas neste ano foi diferente. Não sei se é a maturidade, a idade avançada ou mesmo conformismo, pois daqui pra frente só vai. Minha avó ao me felicitar disse: “Nossa, como passa rápido depois dos 15, né!?” Eu disse é, mas aquilo quase que me bateu uma depre.

Não sei se é os 21 anos que me deixaram mais tranqüila, ou se é a segurança que agente passa a ter com o passar dos anos, só sei que neste 2010 meu dia foi repleto de coisas boas, sem preocupações de estar ficando velha, de ter perdido tempo na vida ou de não ter feito ainda o que eu queria. Está data só me mostrou que estou progredindo dia após dia, e que o que realmente importa é o que interessa.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Igualzinho

Um dos motivos que me fizeram escolher fazer Jornalismo foi a falta de rotina no dia-a-dia de trabalho do profissional. Nunca há mesmices. Cada dia, cada fato, cada texto, tudo mudo constantemente, não se tem um cronograma específico, se tenta seguir um, mas no momento que um fato muda tudo muda. Não gosto de rotina. Tenho horror a ficar repetindo e repetindo tudo do mesmo jeito sempre. Claro que as vezes é inevitável, mas não deixa de ser chato.

Por outro lado a rotina tem lá seus pontos positivos, como por exemplo: é improvável se perder. Hehe! Há quem goste de seguir sempre a mesma ordem das coisas, de manter tudo em seu lugar sem tentar ver como ficaria de outra maneira. Definitivamente eu não sou esse tipo de gente. Gosto de mudanças de novidade, de trocar as coisas de lugar, de comer miojo só pra não comer feijão e arroz de novo - que os céus me perdoem por isso -, mas é bom diferenciar.

Há alguns dias tem me chamado atenção a ordem e horário exato das coisas lá fora. Pego sempre o mesmo ônibus pra ir trabalhar, com o mesmo motorista e sento sempre do mesmo lado, contradição? Pode até ser, mas involuntária. No entanto, o que vem me intrigando é que sempre a mesma mulher senta do meu lado e vai colocando os brincos no caminho. Na volta sempre tem um toc de celular com a risada do pica-pau, sempre o ônibus para na sinaleira antes de dobrar e um cadeirante atravessa a faixa de segurança. Sempre um carro preto - acho que é um Focus, dobra a esquina enquanto passamos e sempre o mesmo motoboy corta a frente do ônibus antes dele entrar no corredor.

Engraçado isso tudo ocorrer sempre no mesmo horário. Mas é o cotidiano das pessoas. Mas será que o cadeirante nunca se atrasa? Será que o motoboy nunca troca o caminho? Será que eu é que sou mesmo chata? Hihi! É bem provável! Mas algo que ainda não tinha pensado é em quantas pessoas talvez também reparam em mim fazendo sempre o mesmo trajeto? É... tem sempre alguém nos observando. Tomara que não seja sempre da mesma janela, porque daí é de se desconfiar.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sala 306

Sempre achei que terapia era coisa pra gente que fica meio perdida no vácuo. Gente que fala sozinha e não sabe o porquê da sua própria existência, mas involuntariamente me rendi a essa experiência. Faz tempo que tomei essa decisão. Optei por conversar com um estranho porque não sabia mais diferenciar os conselhos bons e ruins das minhas amigas. Meus pais sempre foram atenciosos, mas eu tinha 17 anos e não queria que eles se preocupassem comigo.

Não costumo falar de mim aqui. Não acho que esta seja a proposta, mas recentemente vi o filme e li o livro Divã da Martha Medeiros que me relembrou algumas coisas importantes na vida. Aos 17 anos sofri muitas mudanças, no corpo, na mente e em tudo. Passei a ter de ser mais responsável, iniciei meu primeiro emprego, entrei na faculdade e tive a mais terrível decepção amorosa.

Passei a ter emoções diferentes das que já havia tido antes e tudo isso acontecia normalmente no mesmo lugar: na sala 306 da Clínica em que trabalhava. Lá, recebi a notícia de que passei no vestibular, avisei meus pais que tinha passado na prova da auto-escola, descobri que não era a única na vida do cara que eu gostava, briguei com amigas, muitas vezes chorei, contei segredos, rimos, fizemos terapia em grupo, fui informada de perdas de amigos e por último, fui tomada pela decisão de abandonar o barco. Lá, na sala 306 vivi grandes momentos, bons e ruins que me levaram a fazer uma busca de mim mesma.

Passei a fazer terapia para saber outra opinião sobre mim, pois a minha eu já não sabia mais e a das minhas amigas eram muito previsíveis - apesar de serem muito carinhosas. É estranho falar sobre isso, mas foi tão valiosa a experiência que me auxiliou a ser mais sensível e a desabafar. Não me permitia errar e quando errava me achava a última das criaturas. Não me permitia chorar e quando chorava me fazia-me engolir o choro. Não me permitia sofrer por besteiras, mas mesmo assim sofria. A ideia de descobrir como me achar e ter paciência comigo mesma passou a ser um exercício, um teste, um desafio que aos poucos fui descobrindo que era mais fácil do que eu pensava.

Nunca me faltou nada, graças a minha família e amigos sempre tive tudo que precisei , a necessidade de ficar sozinha, de renovar os ares e ouvir coisas diferentes foi relevante para formar o que sou hoje. Isso tudo não faz tanto tempo, mas só assim, aprendendo a analisar cada situação, foi que aprendi a ter paciência, juízo e confiança. É legal relembrar de tudo isso, pois são ciosas que ficam apenas na memória. Se aquelas paredes falassem teriam muito a dizer sobre as diferentes emoções que lá vivi.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Oh vida!

Quem foi que disse que dinheiro não compra felicidade? Quando eu era criança acreditava nesse ditado. Via nas historinhas infantis que se bastava ter amor. Hoje já vejo as coisas de outro ângulo. O primordial é a saúde. Se há saúde há todo o resto. Agora não vem me dizer que a felicidade não está aí pelo meio!

Pequenas coisas alegram nosso dia e agente não percebe, simplesmente porque não estava esperando ficar tão contente àquela hora da manhã. Hoje em dia o dinheiro compra até criança. E a felicidade? Eu diria que algumas onças no bolso ajudam bastante. O fato é que o money se tornou algo que todo mundo busca incessantemente. Antigamente era a felicidade que era buscada com tanta vontade, hoje, é o faz-me rir que abre o sorriso do operário no final de semana.

Uma roupa nova, uma bolsa da marca tal, um jantar em um ótimo restaurante, um carro chiquérrimo, uma viagem, tudo isso enche os olhos, a barriga e tudo mais. É sem dúvida maravilhoso, mas vai dinheiro, e se vai. Nada mais é feito sem grana, a mínima que seja. Tudo é pago e até uma caminhada na praça gasta uns três ou quatro reais, sim, pois está muito calor e cai bem um sorvetinho, não é mesmo?

O que me deixa de cara é pensar que há uns 10 anos atrás eu nem pensava se tinha dinheiro ou não, mais ia pra praia, comia em restaurantes, ia ao parque e ainda ganhava presente de natal, aniversário, páscoa e se deixasse até no carnaval. É, escrevendo isso agora acho que descobri onde está o problema que pede tantos cifrões: agente cresce, e aí quer andar com as próprias pernas.

Mãenhêêê... Quero voltar a ser criança.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Fôlego

Um novo começo;
Uma nova oportunidade;
Uma nova jornada,
Ou simplesmente, a continuação de tudo que fizemos em nossa vida no ano de 2009 ou em anos anteriores.


É clichê, mas, o importante é...
Que tudo se realize no ano que vai nascer!
E que tenhamos saúde pra dar e vender.

Feliz 2010!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Tempo de refletir

Ano novo vida nova? É isso mesmo que queremos?
A esperança para o próximo ano não precisa ser de uma vida nova, mas sim, de uma vida melhor, de sermos melhores, de podermos viver o novo ano.
De que adianta desejarmos uma vida nova se não valorizamos a atual? E na verdade a vida não muda, vivemos a mesma vida de sempre, mas nós mesmos fazemos as mudanças ou simplesmente vivemos estas.
Desejo assim um 2010 melhor que 2009 e pior que 2011, porque isso apenas é um desejo, mas não sabemos o que nos espera neste próximo ano. Claro que, se Deus quiser, o melhor possível. Mas a vida nos prega tantas peças que realmente só fazemos é desejar e desejar, mas quem sabe de verdade é só o Cara lá de cima. Então que em 2010 sejamos pessoas melhores e que possamos estar aqui neste mundo cão, mas é onde vivemos, e Graças a Deus o fazemos.
Que este próximo ano não desejemos tanto, mas sim o vivemos tanto, pois o que importa é vivermos e não apenas existirmos.
Que não deixemos de agradecer a cada dia de vida que Deus nos proporciona e que ele esteja sempre com cada um de nós.
Que a vida seja nosso único desejo, para que assim possamos vivê-la com ainda mais gosto.
E acima de tudo, que sejamos sempre bons uns com os outros e que possamos colher sempre a felicidade em tudo que plantamos.
Um feliz 2010 a todos, e que no próximo ano não tenhamos uma nova vida, e sim façamos desta, uma vida melhor!
Um grande abraço!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Só acontece comigo...

Sabe aquelas coisas que acontecem com agente que pensamos: ”Cara, se eu contar ninguém vai acreditar?” Pois é, aí vão algumas das minhas façanhas pra dar um pouco de risada, ou talvez se identificarem com elas! Quem sabe?

Ser picada três vezes pelo mesmo inseto;
Engolir uma semente de maça;
Trancar os dedos em um celular de flip;
Visitar a Feira do Livro um dia depois que acabou;
Engolir metade de um palito de dentes;
Perder o ônibus estando sentada na parada;
Escutar o jogo pelo fone de ouvidos escondido e gritar bem alto: Goooool;
Colocar moedas em um bolso furado de uma calça skin e ficar igual cachorro sacudindo a perna pra tirar;
Andar com um tênis número 40 na rua (só fui no mercadinho);
Corre para pegar o ônibus e chegar na frente da porta na hora que ele fecha;
Ir no endereço errado tendo certeza de que é lá;
Dormir falando ao telefone (na verdade era quase um monólogo, então enquanto ouvia dormi);
Deixar a massinha miojo grudar na panela;
Acordar as 4 da manhã e colocar o uniforme achando que estava atrasada;
Discar o telefone que tinha que ligar no teclado do computador;
Falar alô pra pessoa na minha frente;
Espirrar no telefone assim que a pessoa do outro lado atendeu;
Ir pra faculdade em dia que não tem aula (aquele dia exclusivamente não tinha);
Bater o capacete no outro andando de moto;
Cortar a cabeça com uma lata de spray;
Arrancar dois sisos de uma vez só (que dor);
Dormir no meio de um show;
Ligar de casa para o meu celular (é que tinha gravado o número na cabeça);
Se sujar toda com uma caneta estourada (essa tinha gente junto comigo).

Entre outras coisas... É brabo!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Desafios

Certamente cada um tem uma história diferente pra contar ao terminar seu dia. Uma coisa boa ou ruim que tenha acontecido ou pelo menos visto acontecer. Isso não é nada! Faz parte da vida! O que muda são os desejos, os obstáculos e os sonhos, estes sim se diferem uns dos outros com maior impacto, pois são eles que determinam o “futuro”. Fatos banais do cotidiano não viram notícia de jornal, não são relevantes. Quando muito são dignos de serem repercutidos. Ah, mas o leão que fulano matou hoje pra conseguir o que queria é notícia. Isso sim é fato novo. Ou ao menos deveria ser.

O que eu vejo por aí é muita gente preocupada em fofoca, em modas e assuntos batidos. Enquanto que, sem dúvida, tem muita história boa perdida no vácuo. Comecei a filosofar tudo isso na minha cabeça que, diga-se de passagem: viaaaaaja, quando percebi os murmúrios de pessoas pelas ruas. Umas contando as outras suas dificuldades, seus medos, seus ganhos, seus problemas, suas preocupações, enfim, aquilo tudo que todo mundo vive, porém de diversas maneiras.

Quem não tem um problema pra resolver? Um atraso para cobrir? Uma noite mal dormida ou algum telefonema a fazer?
O que difere as pessoas não são os fatos e sim, a maneira de solucioná-los. Vejo tanta gente esbanjando força pra diferentes coisas, e é justamente isso que deveria ser exaltado, a garra, a vontade, a técnica, a calma, a paciência, a sabedoria, etc. e não apenas a parte ruim da história. Quem sabe se prestássemos mais atenção pro mundo e pro nosso mundinho conseguiríamos achar mais rápido nossas virtudes, pois temos sim, mas acabamos por descobrir muito tempo depois.

E se fosse a sua casa?

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Fenômeno

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- A diferença que faz estar no lugar certo e na hora certa. O arco-íris completo foi flagrado pelo meu pai encima do morro do Farol, em Torres. Pena o registro ter sido feito de celular, mas pelo menos foi feito.

Muito lindo!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Penso, logo existirá

Um pensamento tão distante.
Um desejo futuro.
Um sonho a ser realizado.
Um fato a se acostumar.
Uma dádiva de Deus.
Um aprendizado.
Um anjo.
Uma figura de linguagem até então.
Uma consequência.
Um deslize.
Uma certeza.
Um amor incondicional.
Um retrato da família.
Um xodó.
Uma vontade.
Uma realização.
Uma benção.
Um detalhe.
Uma alegria.
Uma razão.
Um por quê.
Uma maneira de se eternizar.
Uma proteção.
Uma dedicação.
Uma intuição.
Um recomeço.
Uma nova construção.
Uma surpresa.
Uma modificação.
Uma vida.
Um ser que esta se criando no ventre da minha irmã.
Uma criança do meu sangue.
Uma prova de todos os tipos de amor.
Uma esperança.
Uma vida que se construirá nos próximos sete meses.
Uma ansiedade...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Vias, de fato!

Coisa estranha são as decisões. Muitas são positivas, vêm para o bem, mas outras... parece que as pessoas não pensam o suficiente. A respeito da duplicação da RS 118. Claro que é uma coisa boa, uma decisão ótima, diria, mas para que? Para quando? Para ficar igual a que existe hoje? Para estragar mais rodas naquelas crateras? Hum... estou errada?

Costumo pegar a 118 no mínimo 4 vezes por semana, e sei bem os imensos buracos que ela tem, os perigos que expõe, o breu que fica à noite, e por aí vai...
Mas uma coisa que não entendo, é por que aumentar uma coisa que está ruim? Dinheiro? Dinheiro vai de qualquer maneira, se não for para tapar um buraco da estrada vai para tapar um furo da excelentíssima Yeda Crusius. Óbvio que queremos melhorias! Desde o início achei ótima essa ideia de duplicação, mas como já disse, conheço bem esse caminho e na semana passada percebi o tamanho da burrada.

Eu tava dentro de um ônibus, voltando para casa quando eu me assustei por pensar que ele iria virar quando saiu para o acostamento. É impressionante aquilo, é pior do que se fosse paralelepípedo, ainda mais em alta velocidade. Posso estar pedindo demais. Reclamando de barriga cheia, mas alguém há de concordar comigo que se o dinheiro ta escasso, se compra um carro ou arruma o velho?
Pode-se pensar por outro lado, de que para arrumar à antiga tem-se que ter uma pronta. Esta bem! Concordo. Mas duvido que o pensamento seja este. Se fosse, a demora não seria tanta e não teria acontecido aquele bafafá todo pra tirar as famílias que moravam na beira da estrada de lá. Talvez me falte um pouco de conhecimento, mas sei bem que parte da demora das obras é por causa de famílias que se recusam a sair do lugar. Mas só um pouquinho: há um bom trecho de estrada que não tem ninguém. E por que lá não tem mãos à obra?

Isso envolve um monte de coisas. Sei bem. Mas enquanto de seis em seis meses, no mínimo, autoridades se reúnem para discutir o assunto, tem gente que diariamente quebra rodas, se acidenta, é atropelado, é assaltado, ou sofre algum tipo de abuso em meio, ou as margens da RS 118. Mas com isso ninguém se importa. Vamos comemorar a duplicação que está por vir no ano de sei lá quando.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Moleca



*Esse foi um dos presentes que ganhei no Dia das Crianças. Minha tia trouxe e deixou de surpresa junto com um daqueles pirulitos grandes e coloridos. É um poodle, mas ainda sem nome.
Serei eternamente uma mulher moleca.
Oh beleza!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Faz-me rir

Sempre que posso escuto o programa Pretinho Básico da rede Atlântida. Normalmente, o das 18h. É o horário que estou voltando do serviço ou indo para a faculdade. Das duas maneiras escuto dentro do ônibus. E esses caras me fazem rir mesmo. Interajo junto nas viagens deles e acabo por gargalhar dentro do ônibus feito uma doida. Pois não dá para evitar.
Às vezes fico um tanto braba com os machismos e as petulâncias deles em relação ao sexo feminino, mas logo passa. Sei que na verdade tudo faz parte de um papel, não de comunicador, ou do personagem, mas dos homens em geral.

Hoje, sexta-feira, estava eu, ouvindo os meninos e suas piadas, e-mails e asneiras que dizem boca a fora. Até que eles leram um e-mail que relembrou o que o Porã havia dito na noite anterior sobre as mulheres e o que os homens querem delas. Eles reprisaram apenas a fala dele e eu tive a oportunidade de ouvi-la então. Não vou repetir o que ele disse por que isso até poluiria meu blog e vai contra os meus princípios. Mas ele simplesmente chutou o pau da barraca! Ou melhor, vou dizer sim, pois aqueles ou aquelas que não escutaram poderão estar por dentro do assunto. Segundo ele, o homem quer uma mulher que o sirva, que esteja com a comida pronta quando ele chegar em casa. Que deixe a roupa estendida para que ele apenas vista, e por aí vai. - Meninas de plantão, não fiquem bravas. Perdoem-no, os homens nunca sabem o que dizem.

Mas a fato não é este.
O que aconteceu foi que logo após este replay, o Porã fez uma confissão explosiva. “Ontem minha mulher me pegou de uma maneira desagradável no banheiro quando estava tomando banho. Daí, eu, para disfarçar pedi que ela colocasse pasta de dentes na minha escova. Ela então disse: Aham, mulher que sirva”. Enquanto isso, as mentes mais podres, inclusive a minha, já se matavam rindo do acontecido. Como se na bastasse o David Coimbra larga a frase: “Ele estava apenas dedicado ao prazer solitário”. Gente, o que faz uma criatura falar ao vivo em um programa de audiência tão alta que ele estava se... E que ainda foi pego pela esposa?

Eu contando a história claro que não tem a menor graça, mas o que eu fiquei refletindo foi sobre a situação. Poxa, o cara deve ter seus trinta e poucos anos. Não sou tão ingênua de pensar que depois que o homem tem relações com uma mulher de verdade ele não o faz sozinho, mas agora... Isso também não precisa ser dito. Nunca imaginei meu vizinho fazendo isso, meu amigo, o Tom Cruise ou qualquer um que seja se esvaindo solitário, pobre coitado. Mas que acontece agente sabe. A partir do momento que alguém relata uma situação tu consequentemente começa a imaginar, como se fosse um filme curta, na nossa mente. O que me fez pensar em toda a cena.

É bom saber que as pessoas se autodivertem sem precisar umas das outras, mas que é engraçado é. Pior é saber que, no caso dele, a esposa não só sabe como viu. Essa não sai de casa essa semana. Eu não sairia!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Eu nasci há 20 anos atrás...

Eu usei cabines telefônicas na CRT
Eu tive cabelo black power e tomava Bonanza
Eu brinquei de carrinho de lomba no paralelepípedo
Eu vi a última corrida de Ayrton Senna em 94
Eu vi o antigo carnaval de Torres
Eu usei o celular tijolão de anteninha da minha vó
Eu vi a morte do Mamonas Assassinas em 96
Eu olhava Sérgio Malandro
Eu vi Mike Tyson morder a orelha de Holyfield em 97
Eu tive um fofão de pelúcia
Eu jogava futebol de botão
Eu ouvi o verdadeiro funk de Márcio e Goró
Eu vi a virada do milênio em 2000
Eu vi o primeiro eclipse total do século em 2001
Eu vi as torres gêmeas serem “explodidas” do mapa
Eu vi Carlinhos Brown ser vaiado no Rock in Rio
Eu fui a reuniões dançantes
Eu vi o furacão Catarina e suas destruições em 2004
Eu brincava de bati mantega
Eu andei de patins puxada por uma bicicleta
Eu tive um grupo de Spice Girls
Eu vi o fim do Bush nos EUA em 2008
Eu vi o STF acabar com milhares de sonhos em 2009
E para quem se lembrar de tudo isso como eu, eu tiro meu chapeu.

Envelhecer em um minuto...

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

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Interessante
Em Londres um pub está fazendo sucesso porque instalou para seus clientes uma cabine telefônica com uma sonorização peculiar: enquanto a pessoa fala ao telefone, pode acessar o som de um congestionamento, com muito buzinaço.

Ou pode acessar o som de um ambiente de escritório. Toda essa parafernália é para que quem esteja do outro lado da linha não identifique o som do bar. Assim, o bebum pode dar uma desculpa esfarrapada e chegar em casa sem levar uma descompostura. Afinal, estava trabalhando até tarde, o coitado, e ainda por cima ficou preso num engarrafamento depois.

Essa cabine telefônica com efeitos especiais só vem demonstrar que os bares andam muito moderninhos, mas os casamentos continuam parados no tempo, mesmo na vanguardista Inglaterra. "Só vou se você for" segue na moda. Enquanto isso a hipocrisia deita e rola.

Muitas pessoas ainda têm uma idéia convencional do casamento: encaminham-se para o altar como quem encaminha-se para o supermercado em busca de um produto pronto, industrializado, com um rótulo dando as instruções de como utilizá-lo.

E parece que a primeira instrução é: nenhum dos dois têm o direito de se divertir sozinho ou com os amigos, a menos que o cônjuge esteja junto. Não é de estranhar que os prazos de validade do amor andem cada vez mais curtos. Não há paixão que resista ao grude. Não há paciência que resista à patrulha.Não há grande amor que prescinda de outras amizades. Sair sozinho para beber com os amigos deveria ser um dos 10 mandamentos para uma união estável, valendo para ambos os sexos.

Quem não gosta de bar, pode substituir por futebol, cinema, shows, sinuca, saraus ou o que o Caderno de Cultura sugerir. E não perca tempo lamentando por aquele que vai ficar em casa. Provavelmente ele vai se divertir tanto quanto. Ouvir música, ver televisão, ler livros, abrir um vinho, tomar um banho de duas horas, navegar na internet, dormir cedinho, tudo isso também é um programação. Quem não sabe ficar sozinho não pode casar, sob pena de transformar o matrimônio num presídio para dois.

Tem muita coisa de Londres que eu gostaria de ter aqui: parques mais bem cuidados, mais livrarias, mais respeito à individualidade, melhor transporte público, prédios mais charmosos. Só dispensaria o clima e esse pub pra lá de vitoriano, onde pessoas adultas são incentivadas a inventar um álibi para justificar um atraso.
Atraso é ter que mentir para que o outro não perceba que você está feliz.

Martha Medeiros
*Mais um texto vindo da minha caixa de entrada!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Homens = & / x # Mulheres

Conhecida como TPM, a Tensão Pré Menstrual não afeta somente as mulheres, acredite se quiser: Afeta também o sexo frágil. Sim, eles, os másculos supremos que arrotam em público, que abrem cerveja com os dentes, que coçam o saco dentro do trem e que não lavam as mãos ao saírem do banheiro. Como isso? Por causa da mulher. Estudos não comprovam nada, mas eu garanto que nossa faze tão odiada e nosso ciclo afetam sim no humor, o sentimental e as atividades de um homem. Vou explicar:
Primeiramente, um casal, querendo ou não, um depende do outro, pois não vão a festas, a bares a lugar algum sem que o outro esteja devidamente informado, porém isso só acontece quando o inter não esta em campo (segundo uma amiga minha, a Carla) porque quando a coisa ta vermelha e a mulher ta cheia de cólicas, irritada ou sensível demais nada disso ocorre. Não há dialogo para saber se vão ao aniversário da fulana ou se vão ao parque aquático, ninguém vai e ponto final. Simples!
Sem falar que quando esses dias chegam o homem sempre sabe e daí ele vira um doce, faz tudo que a mulher pede, dá presente e cuida até nas palavras. Digo que eles ficam na TPM junto justamente por conviverem e acabarem com os mesmos sintomas, chatos mal humorados, irritados, porém ao invés de sensíveis grossos! É um ciclo, não adianta fugir! Por mais que eles não sofram na pele eles passam por isso junto conosco e ainda... Em dose dupla!
É amigas, sorte de nós que temos uns cavalheiros em casa que nos entendem e nos completam. Caso contrário (quem não tem) xinga o cachorro e vai dormir com um ursinho de pelúcia.

sábado, 12 de setembro de 2009

Final Infeliz

Que a Glória Perez me desculpe, mas os noveleiros de plantão vão concordar comigo que ela foi infeliz na escolha dos “finais” de cada um para o último capítulo da novela Caminho das Indias que foi ao ar ontem a noite. Segundo o site da Veja, o final da trama rendeu para a emissora cerca de 55 pontos no ibope. Que maravilha! Não dúvido, pois eu mesma era uma das centenas de pessoas vidradas em frente a TV. Não sou uma noveleira. Nem costuma ver novelas, mas confesso que no final da história sempre vejo. Muitas vezes, como ontem mesmo, fico perguntando o que aconteceu com fulano ou cicrano, e quem é quem pra entender a história. Não vi todos os dias o desenrolar de tudo, mas uma coisa eu entendi, que todos os vilões se deram bem.
Uma das poucas criações que não terminaram em todas as atrizes grávidas ou casamentos. Mas o que o povo quer? Acredito que as pessoas queiram ver justiça, pois elas buscam em programas de TV alguma semelhança com a vida real, e já que lá por detrás das telas um humano tem o poder de escolher o final de cada um o mínimo seria ser justo. Não seria legal muito menos criativo que tudo saísse conforme nós, meros espectadores, imaginamos. Mas aí é que entra a surpresa, aquela expressão de: Ôhhhh...
O mais interessante de tudo é quando acontece o inesperado, o inusitado que deixa todo mundo boquiaberto, entretanto, a autora não pensou da mesma forma que eu e optou por finalizar a história da maneira mais simples possível, deixando várias pessoas que acompanharam a novela inteira (ou só o final que fosse) insatisfeitos.
Fora tudo isso, foi muito boa a encenação de todos os atores, inclusive os cenários escolhidos. Parabenizo a todos pelo trabalho, mas eu sou uma que não vejo mais novela alguma.