quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Desafios

Certamente cada um tem uma história diferente pra contar ao terminar seu dia. Uma coisa boa ou ruim que tenha acontecido ou pelo menos visto acontecer. Isso não é nada! Faz parte da vida! O que muda são os desejos, os obstáculos e os sonhos, estes sim se diferem uns dos outros com maior impacto, pois são eles que determinam o “futuro”. Fatos banais do cotidiano não viram notícia de jornal, não são relevantes. Quando muito são dignos de serem repercutidos. Ah, mas o leão que fulano matou hoje pra conseguir o que queria é notícia. Isso sim é fato novo. Ou ao menos deveria ser.

O que eu vejo por aí é muita gente preocupada em fofoca, em modas e assuntos batidos. Enquanto que, sem dúvida, tem muita história boa perdida no vácuo. Comecei a filosofar tudo isso na minha cabeça que, diga-se de passagem: viaaaaaja, quando percebi os murmúrios de pessoas pelas ruas. Umas contando as outras suas dificuldades, seus medos, seus ganhos, seus problemas, suas preocupações, enfim, aquilo tudo que todo mundo vive, porém de diversas maneiras.

Quem não tem um problema pra resolver? Um atraso para cobrir? Uma noite mal dormida ou algum telefonema a fazer?
O que difere as pessoas não são os fatos e sim, a maneira de solucioná-los. Vejo tanta gente esbanjando força pra diferentes coisas, e é justamente isso que deveria ser exaltado, a garra, a vontade, a técnica, a calma, a paciência, a sabedoria, etc. e não apenas a parte ruim da história. Quem sabe se prestássemos mais atenção pro mundo e pro nosso mundinho conseguiríamos achar mais rápido nossas virtudes, pois temos sim, mas acabamos por descobrir muito tempo depois.

E se fosse a sua casa?

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Fenômeno

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- A diferença que faz estar no lugar certo e na hora certa. O arco-íris completo foi flagrado pelo meu pai encima do morro do Farol, em Torres. Pena o registro ter sido feito de celular, mas pelo menos foi feito.

Muito lindo!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Penso, logo existirá

Um pensamento tão distante.
Um desejo futuro.
Um sonho a ser realizado.
Um fato a se acostumar.
Uma dádiva de Deus.
Um aprendizado.
Um anjo.
Uma figura de linguagem até então.
Uma consequência.
Um deslize.
Uma certeza.
Um amor incondicional.
Um retrato da família.
Um xodó.
Uma vontade.
Uma realização.
Uma benção.
Um detalhe.
Uma alegria.
Uma razão.
Um por quê.
Uma maneira de se eternizar.
Uma proteção.
Uma dedicação.
Uma intuição.
Um recomeço.
Uma nova construção.
Uma surpresa.
Uma modificação.
Uma vida.
Um ser que esta se criando no ventre da minha irmã.
Uma criança do meu sangue.
Uma prova de todos os tipos de amor.
Uma esperança.
Uma vida que se construirá nos próximos sete meses.
Uma ansiedade...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Vias, de fato!

Coisa estranha são as decisões. Muitas são positivas, vêm para o bem, mas outras... parece que as pessoas não pensam o suficiente. A respeito da duplicação da RS 118. Claro que é uma coisa boa, uma decisão ótima, diria, mas para que? Para quando? Para ficar igual a que existe hoje? Para estragar mais rodas naquelas crateras? Hum... estou errada?

Costumo pegar a 118 no mínimo 4 vezes por semana, e sei bem os imensos buracos que ela tem, os perigos que expõe, o breu que fica à noite, e por aí vai...
Mas uma coisa que não entendo, é por que aumentar uma coisa que está ruim? Dinheiro? Dinheiro vai de qualquer maneira, se não for para tapar um buraco da estrada vai para tapar um furo da excelentíssima Yeda Crusius. Óbvio que queremos melhorias! Desde o início achei ótima essa ideia de duplicação, mas como já disse, conheço bem esse caminho e na semana passada percebi o tamanho da burrada.

Eu tava dentro de um ônibus, voltando para casa quando eu me assustei por pensar que ele iria virar quando saiu para o acostamento. É impressionante aquilo, é pior do que se fosse paralelepípedo, ainda mais em alta velocidade. Posso estar pedindo demais. Reclamando de barriga cheia, mas alguém há de concordar comigo que se o dinheiro ta escasso, se compra um carro ou arruma o velho?
Pode-se pensar por outro lado, de que para arrumar à antiga tem-se que ter uma pronta. Esta bem! Concordo. Mas duvido que o pensamento seja este. Se fosse, a demora não seria tanta e não teria acontecido aquele bafafá todo pra tirar as famílias que moravam na beira da estrada de lá. Talvez me falte um pouco de conhecimento, mas sei bem que parte da demora das obras é por causa de famílias que se recusam a sair do lugar. Mas só um pouquinho: há um bom trecho de estrada que não tem ninguém. E por que lá não tem mãos à obra?

Isso envolve um monte de coisas. Sei bem. Mas enquanto de seis em seis meses, no mínimo, autoridades se reúnem para discutir o assunto, tem gente que diariamente quebra rodas, se acidenta, é atropelado, é assaltado, ou sofre algum tipo de abuso em meio, ou as margens da RS 118. Mas com isso ninguém se importa. Vamos comemorar a duplicação que está por vir no ano de sei lá quando.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Moleca



*Esse foi um dos presentes que ganhei no Dia das Crianças. Minha tia trouxe e deixou de surpresa junto com um daqueles pirulitos grandes e coloridos. É um poodle, mas ainda sem nome.
Serei eternamente uma mulher moleca.
Oh beleza!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Faz-me rir

Sempre que posso escuto o programa Pretinho Básico da rede Atlântida. Normalmente, o das 18h. É o horário que estou voltando do serviço ou indo para a faculdade. Das duas maneiras escuto dentro do ônibus. E esses caras me fazem rir mesmo. Interajo junto nas viagens deles e acabo por gargalhar dentro do ônibus feito uma doida. Pois não dá para evitar.
Às vezes fico um tanto braba com os machismos e as petulâncias deles em relação ao sexo feminino, mas logo passa. Sei que na verdade tudo faz parte de um papel, não de comunicador, ou do personagem, mas dos homens em geral.

Hoje, sexta-feira, estava eu, ouvindo os meninos e suas piadas, e-mails e asneiras que dizem boca a fora. Até que eles leram um e-mail que relembrou o que o Porã havia dito na noite anterior sobre as mulheres e o que os homens querem delas. Eles reprisaram apenas a fala dele e eu tive a oportunidade de ouvi-la então. Não vou repetir o que ele disse por que isso até poluiria meu blog e vai contra os meus princípios. Mas ele simplesmente chutou o pau da barraca! Ou melhor, vou dizer sim, pois aqueles ou aquelas que não escutaram poderão estar por dentro do assunto. Segundo ele, o homem quer uma mulher que o sirva, que esteja com a comida pronta quando ele chegar em casa. Que deixe a roupa estendida para que ele apenas vista, e por aí vai. - Meninas de plantão, não fiquem bravas. Perdoem-no, os homens nunca sabem o que dizem.

Mas a fato não é este.
O que aconteceu foi que logo após este replay, o Porã fez uma confissão explosiva. “Ontem minha mulher me pegou de uma maneira desagradável no banheiro quando estava tomando banho. Daí, eu, para disfarçar pedi que ela colocasse pasta de dentes na minha escova. Ela então disse: Aham, mulher que sirva”. Enquanto isso, as mentes mais podres, inclusive a minha, já se matavam rindo do acontecido. Como se na bastasse o David Coimbra larga a frase: “Ele estava apenas dedicado ao prazer solitário”. Gente, o que faz uma criatura falar ao vivo em um programa de audiência tão alta que ele estava se... E que ainda foi pego pela esposa?

Eu contando a história claro que não tem a menor graça, mas o que eu fiquei refletindo foi sobre a situação. Poxa, o cara deve ter seus trinta e poucos anos. Não sou tão ingênua de pensar que depois que o homem tem relações com uma mulher de verdade ele não o faz sozinho, mas agora... Isso também não precisa ser dito. Nunca imaginei meu vizinho fazendo isso, meu amigo, o Tom Cruise ou qualquer um que seja se esvaindo solitário, pobre coitado. Mas que acontece agente sabe. A partir do momento que alguém relata uma situação tu consequentemente começa a imaginar, como se fosse um filme curta, na nossa mente. O que me fez pensar em toda a cena.

É bom saber que as pessoas se autodivertem sem precisar umas das outras, mas que é engraçado é. Pior é saber que, no caso dele, a esposa não só sabe como viu. Essa não sai de casa essa semana. Eu não sairia!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Eu nasci há 20 anos atrás...

Eu usei cabines telefônicas na CRT
Eu tive cabelo black power e tomava Bonanza
Eu brinquei de carrinho de lomba no paralelepípedo
Eu vi a última corrida de Ayrton Senna em 94
Eu vi o antigo carnaval de Torres
Eu usei o celular tijolão de anteninha da minha vó
Eu vi a morte do Mamonas Assassinas em 96
Eu olhava Sérgio Malandro
Eu vi Mike Tyson morder a orelha de Holyfield em 97
Eu tive um fofão de pelúcia
Eu jogava futebol de botão
Eu ouvi o verdadeiro funk de Márcio e Goró
Eu vi a virada do milênio em 2000
Eu vi o primeiro eclipse total do século em 2001
Eu vi as torres gêmeas serem “explodidas” do mapa
Eu vi Carlinhos Brown ser vaiado no Rock in Rio
Eu fui a reuniões dançantes
Eu vi o furacão Catarina e suas destruições em 2004
Eu brincava de bati mantega
Eu andei de patins puxada por uma bicicleta
Eu tive um grupo de Spice Girls
Eu vi o fim do Bush nos EUA em 2008
Eu vi o STF acabar com milhares de sonhos em 2009
E para quem se lembrar de tudo isso como eu, eu tiro meu chapeu.

Envelhecer em um minuto...

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

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Interessante
Em Londres um pub está fazendo sucesso porque instalou para seus clientes uma cabine telefônica com uma sonorização peculiar: enquanto a pessoa fala ao telefone, pode acessar o som de um congestionamento, com muito buzinaço.

Ou pode acessar o som de um ambiente de escritório. Toda essa parafernália é para que quem esteja do outro lado da linha não identifique o som do bar. Assim, o bebum pode dar uma desculpa esfarrapada e chegar em casa sem levar uma descompostura. Afinal, estava trabalhando até tarde, o coitado, e ainda por cima ficou preso num engarrafamento depois.

Essa cabine telefônica com efeitos especiais só vem demonstrar que os bares andam muito moderninhos, mas os casamentos continuam parados no tempo, mesmo na vanguardista Inglaterra. "Só vou se você for" segue na moda. Enquanto isso a hipocrisia deita e rola.

Muitas pessoas ainda têm uma idéia convencional do casamento: encaminham-se para o altar como quem encaminha-se para o supermercado em busca de um produto pronto, industrializado, com um rótulo dando as instruções de como utilizá-lo.

E parece que a primeira instrução é: nenhum dos dois têm o direito de se divertir sozinho ou com os amigos, a menos que o cônjuge esteja junto. Não é de estranhar que os prazos de validade do amor andem cada vez mais curtos. Não há paixão que resista ao grude. Não há paciência que resista à patrulha.Não há grande amor que prescinda de outras amizades. Sair sozinho para beber com os amigos deveria ser um dos 10 mandamentos para uma união estável, valendo para ambos os sexos.

Quem não gosta de bar, pode substituir por futebol, cinema, shows, sinuca, saraus ou o que o Caderno de Cultura sugerir. E não perca tempo lamentando por aquele que vai ficar em casa. Provavelmente ele vai se divertir tanto quanto. Ouvir música, ver televisão, ler livros, abrir um vinho, tomar um banho de duas horas, navegar na internet, dormir cedinho, tudo isso também é um programação. Quem não sabe ficar sozinho não pode casar, sob pena de transformar o matrimônio num presídio para dois.

Tem muita coisa de Londres que eu gostaria de ter aqui: parques mais bem cuidados, mais livrarias, mais respeito à individualidade, melhor transporte público, prédios mais charmosos. Só dispensaria o clima e esse pub pra lá de vitoriano, onde pessoas adultas são incentivadas a inventar um álibi para justificar um atraso.
Atraso é ter que mentir para que o outro não perceba que você está feliz.

Martha Medeiros
*Mais um texto vindo da minha caixa de entrada!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Homens = & / x # Mulheres

Conhecida como TPM, a Tensão Pré Menstrual não afeta somente as mulheres, acredite se quiser: Afeta também o sexo frágil. Sim, eles, os másculos supremos que arrotam em público, que abrem cerveja com os dentes, que coçam o saco dentro do trem e que não lavam as mãos ao saírem do banheiro. Como isso? Por causa da mulher. Estudos não comprovam nada, mas eu garanto que nossa faze tão odiada e nosso ciclo afetam sim no humor, o sentimental e as atividades de um homem. Vou explicar:
Primeiramente, um casal, querendo ou não, um depende do outro, pois não vão a festas, a bares a lugar algum sem que o outro esteja devidamente informado, porém isso só acontece quando o inter não esta em campo (segundo uma amiga minha, a Carla) porque quando a coisa ta vermelha e a mulher ta cheia de cólicas, irritada ou sensível demais nada disso ocorre. Não há dialogo para saber se vão ao aniversário da fulana ou se vão ao parque aquático, ninguém vai e ponto final. Simples!
Sem falar que quando esses dias chegam o homem sempre sabe e daí ele vira um doce, faz tudo que a mulher pede, dá presente e cuida até nas palavras. Digo que eles ficam na TPM junto justamente por conviverem e acabarem com os mesmos sintomas, chatos mal humorados, irritados, porém ao invés de sensíveis grossos! É um ciclo, não adianta fugir! Por mais que eles não sofram na pele eles passam por isso junto conosco e ainda... Em dose dupla!
É amigas, sorte de nós que temos uns cavalheiros em casa que nos entendem e nos completam. Caso contrário (quem não tem) xinga o cachorro e vai dormir com um ursinho de pelúcia.

sábado, 12 de setembro de 2009

Final Infeliz

Que a Glória Perez me desculpe, mas os noveleiros de plantão vão concordar comigo que ela foi infeliz na escolha dos “finais” de cada um para o último capítulo da novela Caminho das Indias que foi ao ar ontem a noite. Segundo o site da Veja, o final da trama rendeu para a emissora cerca de 55 pontos no ibope. Que maravilha! Não dúvido, pois eu mesma era uma das centenas de pessoas vidradas em frente a TV. Não sou uma noveleira. Nem costuma ver novelas, mas confesso que no final da história sempre vejo. Muitas vezes, como ontem mesmo, fico perguntando o que aconteceu com fulano ou cicrano, e quem é quem pra entender a história. Não vi todos os dias o desenrolar de tudo, mas uma coisa eu entendi, que todos os vilões se deram bem.
Uma das poucas criações que não terminaram em todas as atrizes grávidas ou casamentos. Mas o que o povo quer? Acredito que as pessoas queiram ver justiça, pois elas buscam em programas de TV alguma semelhança com a vida real, e já que lá por detrás das telas um humano tem o poder de escolher o final de cada um o mínimo seria ser justo. Não seria legal muito menos criativo que tudo saísse conforme nós, meros espectadores, imaginamos. Mas aí é que entra a surpresa, aquela expressão de: Ôhhhh...
O mais interessante de tudo é quando acontece o inesperado, o inusitado que deixa todo mundo boquiaberto, entretanto, a autora não pensou da mesma forma que eu e optou por finalizar a história da maneira mais simples possível, deixando várias pessoas que acompanharam a novela inteira (ou só o final que fosse) insatisfeitos.
Fora tudo isso, foi muito boa a encenação de todos os atores, inclusive os cenários escolhidos. Parabenizo a todos pelo trabalho, mas eu sou uma que não vejo mais novela alguma.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Em um futuro próximo:



*Este foi mais um dos e-mails bem humorados que recebo e posto aqui para compartilhar.

Ficção

Espírito Jovem
Cabeça vai, cabeça vem. Movimentação na cidade. Buzinas, engarrafamento. Choro de criança, coisas caindo, gente conversando e no último banco da estação de trem uma senhora quieta e cabisbaixa. Parecia triste, vendo-a de longe, deslocada e quieta, muito quieta! Chega o trem, e a velha senhora embarca. Ao sentar pudemos ver o semblante daquela mulher que agora parecia misteriosa, no entanto nada tinha de tudo que eu disse.
Ela era bonita, visivelmente castigada pelo tempo, mas bonita. Estava sim muito quieta, porém era porque estava ouvindo rádio no seu MP3 e como se pode ver mais de perto, estava bem concentrada no que ouvia, mas mudava suas expressões muito rapidamente. Parecia alegre, entretanto às vezes fazia movimentos bruscos demais para uma senhora de seus setenta e poucos anos. Uma mulher muito interessante pude ver que não era só eu quem a seguia com os olhos, mesmo silenciosa em meio a toda aquela “muvuca” de cidade grande aquela senhora chamava atenção, justamente por sua descrição e silêncio.
Compenetrada a velha senhora não largava seu MP3, devia estar ouvindo hinos da igreja, quem sabe músicas de seus filhos ou ainda, um ídolo desde a infância. Ela parecia ser a única pessoa que não se sentia incomodada com o aperto do trem, que cada vez aumentava mais, e não demonstrava menor vontade de descer. Enfim, ela mexe nos botões, parece trocar de música ou de rádio, e só então levanta a cabeça e vê a quantidade de pessoas ao seu redor, olha a paisagem da rua, mexe na bolsa e relaxa. Passados uns quinze minutos ela volta aos botões e recomeça tudo de novo.
Concentrada e com um aparente temperamento bipolar ela volta a se deter somente ao que escuta nos fones de ouvidos, como se todas aquelas pessoas barulhentas ao seu redor fossem abduzidas em um só instante e restará apenas ela no trem. Passados mais alguns minutos a senhora fica tensa, parecendo inquieta. O trem já não estava mais tão cheio, fazendo com que os passageiros sentados ficassem frente a frente. Foi então que em um só grito, juntamente, com um pulo de alegria aquela senhora de seus setenta anos gritou: Gooooooooooooooooolllll! Sim, ela escutava o jogo de futebol do seu time. Inevitavelmente, todos os passageiros riram. Intrigante, pois ela era a única quem escutava o jogo! Perguntei para um rapaz ao meu lado: Quem esta jogando hoje? Pois ele também não sabia. A senhora então desligou seu MP3 e educadamente se desculpou pelo leve escândalo que fez. Um menino ao fundo indaga: Pra que time tu torce vó? E ela respondeu: Sou de Santana do Livramento meu filho, e torço pro imortal Quatorze de Julho que fez um gol aos 43 minutos do segundo tempo.
Um pouco depois o trem para e a, agora jovem senhora, desceu do trem sobre os aplausos dos passageiros do vagão. Simplesmente, uma jovem senhora, gaúcha da fronteira, quatorzeana que se despede feliz como uma criança daquele público stressado e “jovem”, mas que para ela aparentava uns noventa anos.
*Baseada no meu sogro que torce para este time que quase não existe mais.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Extinção do fumo

Não me lembro em qual semestre da faculdade eu estava nem que cadeira eu estava cursando, muito menos da professora. Só lembro que ela nos mostrou um filme bem... Diferente. O nome do filme era “Obrigado por fumar” e eu tive que fazer uma sinopse dele depois. Apesar de diferente era muito interessante, mas não é a história do filme que eu vou contar. O fato é que em determinado momento o autor faz menção ao antigo cinema e ao mercado que ele enriquecia, o do fumo. Antigamente considerava-se elegante, sexy e bonito fumar. Andar ou posar para fotos com um pequeno “objeto” fazendo fumaça. Neste filme é justamente este o ponto de partida do protagonista ao tentar reinserir esta “moda”.
O filme não é muito novo, e ao criá-lo é bem provável que o autor tenha pensado como eu pensei hoje, que as pessoas não fumam mais como antes.
Com certeza isso é bom, muito bom... Magnífico. Inclusive parabéns àqueles que largaram este vício horrendo. Mas o que me chamou a atenção nas ruas é que hoje em dia não se vê tanto toco de cigarros por aí espalhados pelo chão, muito menos pessoas estragando seus pulmões. Não sei se é porque a maioria das pessoas do meu convívio não fumam, ou deixaram de fumar. Mas há poucos dias vi uma guria, adolescente já, com um cigarro entre os dedos, mas não me chamou a atenção a idade aparente dela, mas sim pela grande fumaça que ela estava produzindo em meio a várias pessoas tão quietas.
Quando minha mãe era fumante eu era criança e não me lembro de alguma vez o cheiro ter me incomodado, talvez por eu já estar acostumada com aquilo, não sei! Mas agora logo sinto o cheiro e Deus o livre se pega no meu cabelo!
Outro fato que talvez prove esta minha tese é que até pouco tempo se vendia no mercado o fumo mesmo e aquele papelzinho, o tal do colomi, se não me falha a memória. Não sei se ainda é vendido, mas aí esta outra coisa que nunca mais vi.
As pessoas também estão respeitando mais umas as outras em relação a isso parece. Nunca mais vi alguém fumar em lugar proibido ou coisa parecida. Justamente, deve ser porque iria ser uma fumante entre vários não fumantes. Enfim um passo a frente! Enfim algo de ruim extinguível com o tempo. Também merecemos, as notícias boas, não é mesmo!? Vivaaa!!!
Eu, particularmente, vibro com este avanço da população, pois sei o mal que essa droga faz.
“...nicotina também mata é tua saúde...” (Da Guedes)

domingo, 30 de agosto de 2009

Segurem o tempo

Eu sempre quis estar em dois lugares ao mesmo tempo. Agora, por exemplo, gostaria de estar aqui onde eu estou e no meu quarto organizando minhas coisas para iniciar mais uma semana. Algo que é impossível, entretanto eu precisaria disso. Certa vez cheguei até a me matricular em duas cadeiras na mesma noite, uma na faculdade e outra no curso de inglês. Vocês devem imaginar que não deu certo, pois tinha sempre que me ausentar de uma, e isso em um semestre ia ser bastante. Em minha defesa digo que não fiz de propósito, não tive alternativa e achei que mais tarde iria conseguir trocar alguma delas. Resultado: Tranquei o inglês e até hoje não voltei a fazê-lo.
Certo que é tudo uma questão de organização, de se acostumar e entrar no ritmo. Mas como diz meu namorado, ‘sou superativa’ daí não tem quem segure.
Talvez se o dia tivesse mais horas eu conseguiria realizar tudo que eu tenho vontade. Se fossem 32 ao invés de 24 horas. Ou melhor, se não dormíssemos, se tivéssemos um dispositivo que só recarregasse e pronto. -Sempre achei que dormir era perda de tempo mesmo!
Sei que não é fácil! E eu disse tudo isso apenas para explicar o porquê das minhas postagens não estarem sendo devidamente atualizadas. É isso que acontece, metaforicamente falando: meu relógio estragou. O que acarreta vários dias de atrasos de inovação.
Já que neste Blog preso por contar, criticar ou repassar situações do cotidiano, não vejo necessidade de, simplesmente, encher de abobrinhas estas linhas que, normalmente, levo alguns minutos para escrever de maneira a exprimir a realidade. Neste caso fico feliz em poder explicar, e sei que todos entenderão, e assim faço o desfecho desta breve postagem, pois tenho muito a fazer ainda antes de dormir.
“Nós não temos todo o tempo do mundo...” (Pitty)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ensaio:





Nossas belezas de modelo a toda Terra
Às belezas que com orgulho mostramos a toda Terra, valorizando a cultura e o lazer. Povo que goza das virtudes que têm, como no pôr do sol do Guaíba, em Porto Alegre, um dos pontos turístico de maior destaque em uma das capitais com maior índice de desenvolvimento no país. Como em Torres, a mais bela praia Gaúcha, retratada por pessoas que com constância a desfrutam em qualquer época do ano. Lugares que com gosto servimos de modelo, levando gente aguerrida a enfrentar o frio em busca de exuberantes paisagens e jovens a terem a façanha de organizar festas ao ar livre em toda região. Terra que, graças à divindade entrelaça um clima eclético cativando turistas. Ensaiadas aqui com pontos turísticos bem frequentados e suas belezas enfatizadas.

*Criei este ensaio fotográfico para participar do Prêmio de Jornalismo Experimental da Unisinos. Apesar de não ter ganhado nada, valeu a experiência.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O homem na lua!


Pandemia de lucro!

*Recebi este e-mail de autor desconhecido e resolvi compartilhar com vocês:
“No mundo, todos os anos morrem dois milhões de pessoas vítimas da malária, que poderia ser prevenida com um simples mosquiteiro. E a mídia não diz NADA. No mundo, todos os anos dois milhões de meninos e meninas morrem de diarréia que poderia ser tratada com um soro oral de 25 centavos. E a mídia não diz NADA. Sarampo, pneumonia, doenças curáveis com vacinas baratas, causam a morte de dez milhões de pessoas no mundo todos os anos. E essas notícias não são divulgadas. Mas há alguns anos atrás, quando a gripe aviária surgiu, inundaram o mundo de notícias, sinais de alarme… Uma epidemia, a mais perigosa de todas! Uma pandemia! Só ouvia da terrível doença das galinhas. Porém, o Influenza H5N1 causou a morte de 250 pessoas em todo o mundo. 250 mortos durante 10 anos, para o qual dá uma média de 25 vítimas/ano. A gripe comum mata meio milhão de pessoas todos os anos no mundo. Meio milhão contra 25. Um momento! Então, por que se armou tanto escândalo com a gripe aviária? Simples, porque atrás dessas galinhas havia um "galo", um galo de espora grande. O Laboratório farmacêutico Roche com o seu já famoso Tamiflú, vendendo milhões de doses aos países asiáticos. Embora o Tamiflú é de efetividade duvidosa, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a população deles. Com a gripe aviária, Roche e Relenza, as duas grandes companhias farmacêuticas que vendem esses antivirais, obtiveram milhões de dólares de ganância. Antes, com as galinhas e agora com os porcos. Sim, agora a psicose começou com a gripe suína. E os jornalistas do mundo só falam disto. Eu desejo saber: se atrás das galinhas havia um "galo", atrás desses porcos não haverá um "grande porco"? Por que indubitavelmente são as multinacionais poderosas que vendem os remédios supostamente milagrosos. E novamente a "bola da vez" é o "milagroso" Tamiflú? Quanto custa? US$50 a caixa! 50 dólares uma caixa de pastilhas? Que negocião! A companhia norte americana Gilead patenteou o Tamiflú. O maior acionista desta companhia é um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, o secretário de defesa de George Bush, "descobridor" das armas químicas que ocasionou a guerra contra o Iraque. Os acionistas dos grupos Roche e Relenza estão se dando as mãos, felizes com as vendas milionárias do duvidoso Tamiflú. A verdadeira pandemia é o lucro, a enorme ganância destes mercenários da saúde. Se a gripe suína é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação, se para a Organização Mundial da Saúde (OMS) ela preocupa tanto, por quê não declara isto como um problema de saúde pública mundial e autoriza a fabricação de medicamentos genéricos para a combater?”

- De fato tenho que admitir que o/a colega aí tem razão de certo modo. Entretanto, tenho que defender a minha raça. Não consegui entender o porquê de tanta magoa deste indivíduo em relação a mídia e aos Jornalistas. Poxa vida, quer dizer que a culpa desta bagunça toda é da mídia por divulgar em excesso as informações? Como disse, até concordo com o ponto de vista desta criatura, mas agora afirmar que a mídia não diz NADA? Que não é divulgado os outros óbitos que só fazem crescer as estatísticas? Vou esclarecer uma coisinha aqui que aprendi nos meus poucos anos de faculdade: Jornalista é transmissor, sua função é informar, basicamente isso. Agora, que há um certo sensacionalismo de algumas partes há. Que há importância maior para alguns casos há. Mas isso não é por culpa dos Jornalistas! Sabemos que no Brasil pessoas influentes conseguem mais espaço que as outras. Neste meio há uma certa “manipulação”, entretanto não é por parte do profissional ou da mídia em si, mas sim daqueles que estão de fora, fazendo canalhices por debaixo dos panos, usando a mídia, os Jornalistas e a população inteira como fantoches, e assim fazendo o que bem entendem com nosso dinheiro, nosso direito de justiça e a informação que chega em nossa casa. Infelizmente assim é o nosso país!

sábado, 8 de agosto de 2009

Don't Stop

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*Esse bichinho vale ouro! Hauahua!